Boletins

Título Tema Tipo de boletim Arquivo
Boletim nº 36/2022 A atenção a pessoas com deficiências no SUS Campinas

Como já demonstramos em vários boletins e nas análises dos Relatórios de Gestão Quadrimestral da Secretaria de Saúde, a dificuldade de acesso aos serviços de atenção especializada, sejam em ambulatórios médicos, sejam nos serviços de referência, incluindo os de reabilitação, é, talvez, a principal fragilidade do nosso Sistema Municipal de Saúde.

Com o objetivo de saná-la, os gestores de Campinas têm insistido em oferecer esses serviços de forma terceirizada, com poucos serviços próprios, de modo geral com deficit de pessoal e sem os equipamentos necessários na sua totalidade para ofertar a melhor atenção que essa população precisa. A terceirização não tem se mostrado como resposta adequada, pois as filas só crescem na mesma proporção da reclamação dos usuários.

Cumprindo o seu papel constitucional, de fiscalização e de participante da gestão municipal, formulando diretrizes e recomendações à Secretaria de Saúde, o Conselho Municipal fez um conjunto de questionamentos à Secretaria, de tal modo que facilitasse a compreensão do problema.

Este boletim trata da análise das informações fornecidas a partir destes questionamentos.
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Boletim nº 35/2022 Boletim SE n. 35 - Outono-inverno, as doenças respiratórias e a falta de leitos pediátricos em Campinas e região: crônica de um problema anunciado

Embora a mortalidade por doenças respiratórias agudas, tais como bronquiolite, crises asmáticas e pneumonias, entre outras, venha caindo ao longo das décadas, ainda é uma causa importante de internações e mortes, principalmente nos países de baixa renda ou de renda média, como o Brasil.

Em Campinas não é diferente. As consequências desse comportamento entre as doenças respiratórias infecciosas agudas são as superlotações de prontos-socorros e o aumento das internações hospitalares, tanto em enfermarias, quanto em UTIs, no período compreendido entre o outono e o inverno.

Historicamente, pelo menos como demonstrado pelo Conselho Municipal de Saúde já em 2015, as consequências desse aumento é a falta de leitos de internação, principalmente de UTI pediátrica.

Como já esperado, em abril desse ano, com o relaxamento quase total das medidas preventivas contra o Coronavírus, estas doenças respiratórias assumiram o protagonismo próprio do período outono-inverno.

Uma das atribuições legais do Controle Social, exercido através do Conselho Municipal de Saúde é contribuir com a gestão municipal no setor Saúde com diretrizes que possam melhorar a atenção aos usuários.

Neste boletim, além de analisar a situação, recapitulando inclusive debates ocorridos e propostas para resolução do problema feitas pelo próprio Conselho, atualizamos recomendações à Secretaria de Saúde, de tal modo a prevenir situações drásticas que ainda podem ocorrer.
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Boletim nº 34/2022 Boletim SE n. 34 - Relatório Anual de Gestão (RAG) de 2021: fragilidades da Secretaria de Saúde de Campinas – avaliação e recomendações

Secretaria Executiva do Conselho Municipal de Saúde (CMS) de Campinas lança mais um boletim em que analisa alguns dos principais indicadores de saúde apresentados ao pleno do CMS de 27/04/2022.

A análise do RAG 2021 consiste em um documento de prestação de contas ao controle social (tanto ao Conselho Municipal de Saúde quanto à Câmara de Vereadores), dos resultados alcançados pela Secretaria de Saúde em relação às metas indicadas no Plano Anual de Saúde de 2021.

A análise aqui realizada leva em conta a conjuntura da Pandemia e as dificuldades que ela impôs e continua impondo. Entretanto é sempre pertinente afirmar que, mesmo antes da pandemia, vários resultados de vários indicadores epidemiológicos, particularmente aqueles relacionados a acesso e efetividade, já eram ruins e estavam muito abaixo do potencial do SUS de uma cidade que é a 11a. mais rica do país.

Cabe à Secretaria de Saúde, mas também a todos nós, conselheiros municipais, distritais e locais, protagonistas importantes no campo da Saúde Pública, combatermos a má informação e contribuir para uma nova consciência sanitária a respeito do problema.
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Boletim nº 10/2022 O momento atual da Pandemia de Coronavírus e a Saúde do(a) Trabalhador(a) da Atenção Primária em Campinas
01 de janeiro a 14 de janeiro de 2022

Os(as) trabalhadores(as) da Saúde em Campinas, como em todo o país, estão vivendo um momento de grande tensão, seja pela sobrecarga, seja pelas condições de trabalho, pioradas pela pandemia de Coronavírus que já adentra o seu terceiro ano.

A pandemia, além de colocar em risco a vida de trabalhadores(as), ao piorar as condições de trabalho e colocá-los(as) diante de dilemas éticos relacionados à saúde dos seus pacientes, também afetam com muita intensidade a sua saúde mental. Esse é um aspecto muitas vezes negligenciado pela gestão e pelas chefias.

Com o objetivo de melhorar a análise de como a saúde dos trabalhadores da atenção primária da Secretaria de Saúde de Campinas está sendo afetada pelos quadros de síndromes respiratórias agudas, seja a provocada pelo Coronavírus, seja por gripe por outros vírus, sobretudo o H3N2, o Conselho Municipal de Saúde está fazendo um levantamento do número de trabalhadores afastados desde 1 de janeiro deste ano até o dia 14 de janeiro.

Queremos com isso produzir informações mais detalhadas sobre o momento atual, de afastamentos de trabalhadores(as) da atenção primária, o que nos dará evidências, ainda que parciais, da situação de saúde deles. Esse conjunto de informações e o acompanhamento da sua dinâmica ao longo dos próximos meses nos permitirá fazer proposições à Secretaria de Saúde para ajudar na preservação e promoção de saúde dos seus trabalhadores. Esperamos também que possa ajudar os próprios trabalhadores e seus gerentes mais próximos pensar modos de cuidados mais adequados e apoiando-lhes para reivindicar melhores condições de trabalho.

Leia o Boletim n. 10 na íntegra no arquivo a seguir e ajude a divulgá-lo!!
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Boletim nº 33/2022 O terceiro ano da pandemia de Coronavírus: uma nova onda com mais casos, o apagão de dados no Brasil e a situação em Campinas

O mundo assiste a uma explosão de números novos de casos por dia nesse início de ano. O número real de casos é maior, pois além dos assintomáticos, nem todos são testados.

Felizmente o número de internações e de óbitos não acompanhou a elevação do número de casos. Isso se deve, provavelmente, ao avanço da vacinação e às próprias mudanças do vírus. Entretanto, dado o grande aumento em números absolutos, vários países já sentem o peso em seus sistemas de saúde.

O apagão de dados deixa o país no escuro, mas existem evidências que o país acompanha a tendência do mundo. A situação de São Paulo, guardando as devidas proporções, é semelhante ao do país, somando-se à pandemia de Coronavírus o surto de casos de gripe, algo incomum nessa época do ano. Como consequência assistimos, segundo notícias de vários jornais, a superlotação de pronto socorros e hospitais.

Em Campinas, segundo dados da própria Secretaria de Saúde (SMS), até 30/12/2021 não havia sido detectado nenhum caso de ômicron na cidade e, por conseguinte, nenhuma internação por essa variante. Entretanto, segundo o DEVISA/SMS, houve aumento de 43% dos atendimentos por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), Unidades de Pronto Atendimentos (UPA) e Pronto-Socorro (PS) da cidade no mês de dezembro quando comparado com novembro. E segundo informações prestadas pela Rede Mário Gatti a orgãos de imprensa, “nas unidades do sistema foram atendidas 2.301 pessoas com sintomas gripais entre 7h da segunda feira (3) e 7h desta terça (4) (de janeiro). Esse volume é 48,2% maior na comparação com as 24 horas anteriores (período de 7h de domingo e 7h de segunda), e 290% acima da média que vinha sendo registrada antes do surto de síndromes respiratórias iniciado nas últimas semanas de dezembro”.

A prefeitura, através da Rede Mário Gatti, ainda que tardiamente, está tomando algumas providências que, esperemos, possam reduzir os danos. Mesmo sendo consideradas positivas, é necessário esperar para avaliar o seu resultado efetivo.

Por seu lado, este Conselho avalia que outras medidas que deveriam estar sendo tomadas, listando-as em detalhe neste Boletim.

Leia-o na íntegra a seguir.
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Boletim nº 32/2021 Boletim SE n. 32 - Um problema crônico da Secretaria de Saúde: a falta de medicamentos e o prejuízo à saúde dos(as) cidadãos(as)

A falta de medicamentos e outros insumos na rede de serviços da atenção primária (centros de saúde) e nos serviços especializados de Campinas se encontra entre os mais crônicos e prejudiciais problemas, a impedir um cuidado adequado em saúde para os cidadãos mais pobres de Campinas.

Essas pessoas, que dependem exclusivamente dos serviços públicos de saúde (mais de 60% da população de Campinas), na sua grande maioria desempregada ou em trabalhos degradantes, cuja situação socioeconômica piorou substancialmente com a pandemia de Coronavírus, levando-os à insegurança alimentar ou mesmo à fome, não têm condições de adquirir os medicamentos na farmácia privada.

Atualmente são 27 medicamentos em falta, o que corresponde a 10,07% do total de itens. Houve uma pequena melhora em relação a agosto, quando o total de medicamentos zerados correspondia a 13,23% dos itens. Quando se consideram os itens zerados ou com estoque muito baixo (abaixo de 100 unidades no almoxarifado da Saúde) são 59, o que corresponde a 22,01% da lista (em agosto era 23,52%). Houve uma discreta melhora, porém insuficiente para que se resolva tão crucial problema.

Dentre os que faltam há medicamentos essenciais para o tratamento da pressão alta, asma, dores crônicas, psicoses, ansiedade, entre outras. Avaliamos que a Secretaria necessita melhorar o seu planejamento estratégico para a aquisição dos seus insumos, zerando ou reduzindo em muito a falta destes, e, assim reduzir o sofrimento dos (as) usuários (as), sobretudo daqueles(as) que mais dependem do apoio do Estado para a sua sobrevivência.

Leia o Boletim na íntegra aqui:
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Boletim nº 31/2021 Avaliação de Indicadores e Metas do RDQA: a medida da dificuldade de acesso dos usuários do SUS Campinas

O Relatório Anual de Gestão consiste em um documento de prestação de contas ao controle social (tanto ao Conselho Municipal de Saúde quanto à Câmara de Vereadores), dos resultados alcançados pela Secretaria de Saúde em relação às metas indicadas no Plano (ou programação) Anual de Saúde.

Diante das inúmeras pautas a que o Conselho tinha que responder, por força de lei, notadamente as avaliações dos inúmeros contratos e convênios da Secretaria de Saúde, este órgão se viu obrigado a fazer priorizações, de tal modo que sua Executiva, por unanimidade, decidiu que as análises dos RDQAs do 1o e 2o. quadrimestre de 2021 seriam analisados em conjunto.

Neste boletim priorizamos os dados do segundo quadrimestre por estar mais atuais e mais próximos do resultado esperado ao final do ano.

Os indicadores ora apresentados no pleno do Conselho e analisados nesses boletins foram escolhidos porque, na avaliação da Executiva, melhor retratam os anseios da população: um SUS accessível e de qualidade. O RDQA, na sua completude, tem quase uma centena de indicadores, muitos de difícil compreensão para aqueles que não tem afinidade com o tema e de maior interesse para gestores que para os usuários.

Leia aqui o boletim na Íntegra a seguir
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Boletim nº 30/2021 Dificuldades de Acesso às Especialidades em Campinas: ineficiência, desperdícios e prejuízos à saúde da população

Uma das queixas mais frequentes das pessoas, particularmente de usuáries do SUS, de norte a sul do país, é acessar em tempo oportuno, consultas com especialistas e realizar cirurgias eletivas. E, se já era assim antes da pandemia, a situação piorou muito desde o seu início.

Aqui em Campinas não era e não foi diferente nesses últimos dois anos.

A piora nesse período pandêmico se deu por algumas razões:
• Houve, por recomendações de especialistas, restrições à oferta de procedimentos eletivos (aqueles considerados não-urgentes e que podem ser agendados), tais como consultas com especialistas, cirurgias, exames variados;
• O medo da população, reforçado pelas restrições impostas, de buscar serviços de saúde;
• Vários serviços especializados tiveram profissionais de saúde deslocados para trabalharem exclusivamente com pacientes com sintomas respiratórios ou afastados dos serviços por causa da idade ou comorbidades;
• Leitos hospitalares para procedimentos eletivos foram transformados em leitos para cuidados a pacientes com o diagnóstico de Covid.

O SUS campineiro (e também o nacional) precisa avançar, tanto para evitar a insatisfação dos usuáries (e, por conseguinte aumentar a legitimidade do Sistema Público diante da população), quanto para evitar desperdícios e ineficiência. O discurso corrente da maioria dos gestores públicos é que isso dar-se-á pelas terceirizações de serviços ou a entrega de serviços públicos a gestão de terceiros, por entidades denominadas de “sem fim lucrativos”.

Embora a maioria da prestação de serviços secundários e terciários, hoje, seja realizada por terceiros, ainda que em serviços construídos e equipados com investimento público (como é o caso do Hospital Ouro Verde), o que se produziu foi exatamente o queríamos combater: insatisfação do usuário com o tempo de espera para uma consulta ou exame, bem como desperdício e ineficiência. Não custa lembrar que quase metade do orçamento da Secretaria de Saúde, em Campinas, é dispendida em terceirizações, inclusive de serviços finalísticos. Não discutimos aqui a qualidade, dada a complexidade do tema.

Mas no entendimento do Conselho Municipal de Saúde, ainda que sistemas de saúde sejam complexos e envolvam muitas variáveis de difícil controle (como, por exemplo, a alta taxa de absenteísmo nas especialidades), é possível avanços consideráveis nessa área, particularmente num momento em que parece ter um arrefecimento da pandemia.

O Conselho Municipal de Saúde de Campinas, preocupado com a situação das consultas, procedimentos e cirurgias eletivas, que já era ruim antes da pandemia, encaminhamos em 2020 e em 2021 questionamentos à Secretaria de Saúde para tentar um diagnóstico na cidade.

Leia o boletim na íntegra acessando o arquivo a seguir:
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Boletim nº 29/2021 Comentários sobre o PPA 2022-25 de usuários(as) e trabalhadores(as) da Secretaria Executiva e Mesa Diretora do Conselho

Quando consideramos os instrumentos de planejamento do SUS, os mais importantes são o Plano Plurianual de Saúde, os Planos anuais de saúde, as leis de diretrizes orçamentárias e o orçamento municipal.

Segundo as leis que regem o SUS, tudo começa com a Conferência Municipal de Saúde, que, em relação ao planejamento, tem como objetivo traçar diretrizes e indicar à gestão municipal objetivos e metas necessárias a uma saúde resolutiva e acessível, bem como as prioridades de investimentos e gastos para a Saúde nos próximos 4 anos, iniciados no segundo ano da atual gestão e terminados no primeiro ano da próxima gestão.

O Conselho Municipal, por sua vez, participa com a convocação da Conferência, sua elaboração e com a participação nela dos conselheiros municipais, distritais, locais e população eleita como delegados nas plenárias distritais preparatórias. Posteriormente, avalia o quanto das diretrizes propostas são de fato incorporadas ao PPA pelo governo, monitora a Execução do Plano Municipal de Saúde, contribui com estratégias para a sua implementação e correção de rumos, controla e fiscaliza a execução dos gastos públicos, avaliando não só o quanto foi gasto e em que foi gasto, mas quanto os recursos financeiros contribuíram para o alcance das diretrizes aprovadas na Conferência.

Por causa da pandemia de Coronavírus o Conselho Municipal de Saúde, para definir as diretrizes do Plano Plurianual de Saúde de 2022-2025, optou por utilizar-se das resoluções da última Conferência Municipal, realizada em 2019, adequando suas diretrizes para o PPA. Para isso optou por realizar plenárias regionais, uma em cada distrito de saúde, distribuídas em dois momentos, nos quais se votaram diretrizes, objetivos e metas para o PPA de Campinas.

Ao fim e ao cabo produziu-se o documento final das plenárias, aprovado em reunião do pleno em 23/06/2021 e entregue à gestão da Secretaria Municipal de Saúde para, baseado nessas diretrizes, produzir o PPA.

A Secretaria de Saúde finalizou o PPA que agora precisa ser apresentado à Câmara de Vereadores e ao Conselho Municipal de Saúde. Foi apresentado, em 15 de setembro, à Secretaria Executiva do Conselho.

Infelizmente a forma como foi apresentado o PPA não nos permite visualizar o quanto das diretrizes aprovadas nas plenárias de fato foram incorporadas pela gestão. Esta opção da Secretaria facilita remanejamento de recursos, porém dificulta ao Controle Social monitorar o cumprimento das diretrizes apontadas nas Conferências.

Diante desse contexto alguns passos teremos que dar para que possamos monitorar, avaliar, cobrar, fazer recomendações estratégicas, enfim cumprir o nosso papel constitucional de controle social da política de saúde no município.

Veja o boletim na íntegra a seguir:


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Boletim nº 28/2021 Está melhorando o fornecimento de medicamentos: necessário estabilizá-lo entre os de uso contínuo

Dentre as mais frequentes reclamações dirigidas ao Conselho Municipal de Saúde consta a dificuldade de acesso às consultas médicas, particularmente em especialidades, e a falta de medicamentos.

Com os dados fornecidos mensalmente pela Secretaria de Saúde temos acompanhado os estoques dos medicamentos no almoxarifado.

Dos 272 medicamentos da atual lista da Secretaria, 64 itens (23,52%) estão zerados ou com estoque abaixo de 100 unidades (limitados), ou seja, 36 itens zerados (13,23%) e 28 limitados (10,29%), respectivamente. Comparando com julho/2021, quando havia 41 itens zerados (14,74%) e 32 itens limitados (11,51%), constatamos uma discreta melhora. Ainda que os estoques estejam melhorando desde junho, quando a falta atingiu 47 itens zerados, longe está de solucionar o problema dos (as) usuários (as) se considerarmos que entre eles há medicamentos essenciais aos cuidados de doenças crônicas que exigem o uso contínuo.

A falta de medicamentos nessa proporção, muitos deles de preços altos, vem se mantendo acima da capacidade financeira da maioria dos usuários, que interrompem tratamentos, trazendo inúmeros prejuízos à sua saúde, além de levar a internações evitáveis, encarecendo mais ainda o SUS local, já carente de recursos financeiros.

Embora a Secretaria apresente os mesmos argumentos (não se tem os fornecedores, licitações fracassadas, demora ou não entrega pelas empresas contratadas) avaliamos que sua gestão necessita melhorar o seu planejamento estratégico para a aquisição dos seus insumos, zerando ou reduzindo em muito a falta destes, e, assim reduzir o sofrimento dos (as) usuários (as), sobretudo daqueles (as) que mais dependem do apoio do Estado para a sua sobrevivência.
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Boletim nº 27/2021 Boletim No. 27 – 19 de agosto de 2021 - Sobre a retomada das atividades com 100% de ocupação dos espaços e a Variável Delta em Campinas

A prefeitura de Campinas renunciou ao controle da pandemia, entregando-o para cada indivíduo. É o que fica claro com o novo decreto publicado em 17 de agosto no diário oficial: foi autorizada a abertura de atividades com 100% da capacidade e sem horário limite. Embora persistam as recomendações e protocolos para manutenção do uso de máscaras e distanciamento de um metro entre as pessoas, a fiscalização será impossível.

Com o início da vacinação, o discurso sobre a necessidade de isolamento social desapareceu das falas oficiais e do noticiário da imprensa. No máximo tímidas falas a respeito, o que fez a população desprezá-lo. O que assistimos desde então são ruas lotadas, bares cheios e muito desrespeito às medidas, acima da capacidade da prefeitura de fiscalizar. Os dados de monitoramento do isolamento social mostram que os indicadores hoje são muito próximos daqueles de antes da pandemia (em torno de 34% durante a semana).

Vários especialistas têm apontado que é precoce a abertura indiscriminada do comércio no estado de São Paulo e, obviamente, também em Campinas por causa da variante Delta. Flexibilizações precipitadas fazem com que se repitam as explosões de casos quando a situação parece “normalizar”.

Neste sentido o Conselho Municipal de Saúde de Campinas, RECOMENDA:
• Que as restrições sejam levantadas apenas na medida que o número de casos caia a valores tão baixos quanto aos do ano passado (uma média de 100 casos dia por 3 ou mais semanas);
• Que se faça da mesma forma para o número de óbitos (1 em média por dias por 3 ou mais semanas);
• Que tenhamos pelo menos 50% da população vacinada (2 doses ou dose única) para tal abertura;
• Que mantenhamos nossas reuniões remotas, bem como restrições a reuniões com mais de 10 pessoas presentes e com a possibilidade de distanciamento de pelos menos um 1,5 m.

Consideramos que medidas precipitadas, movidas por pressões econômicas e financeiras, podem fazer com que o Brasil volte a ser, novamente, epicentro da pandemia no mundo.

Alertamos também à população para que continuem utilizando das medidas de prevenção (isolamento social sempre que possível, uso de máscaras e higiene frequente das mãos), bem como se vacinarem com as vacinas disponíveis.
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Boletim nº 26/2021 Falta de Medicamentos: um problema de difícil solução por parte da Secretaria de Saúde de Campinas

Um dos problemas crônicos enfrentados pelos (as) usuários (as) do SUS em Campinas é a falta de medicamentos nos serviços de saúde, particularmente nos de atenção primária, ambulatórios de especialidades, centros de referência e serviços de saúde mental.
O problema afeta mais a população mais pobre, pois o preço da maioria dos medicamentos em falta é alto, fazendo com que justamente estas pessoas mais vulneráveis deixem de usá-los, agravando suas doenças. Como consequência, doenças facilmente controláveis em serviços de atenção primária podem trazer complicações, levando a mais internações e ou mortes evitáveis e mais gastos para o SUS local.
Com os dados fornecidos mensalmente pela Secretaria de Saúde temos acompanhado os estoques dos medicamentos no almoxarifado.
Dos 278 medicamentos fornecidos pela Secretaria, 73 (26,25%) estão zerados ou com estoque abaixo de 100 itens (limitados), ou seja, 41 itens zerados (14,74%) e 32 itens limitados (11,51%), respectivamente. Comparando com junho/2021, quando havia 47 medicamentos zerados, constatamos uma discreta melhora, contudo longe de solucionar o problema dos (as) usuários (as).
São remédios usados, por exemplo, para o cuidado com a pressão alta, diabetes, doenças mentais várias, dores crônicas, asma, entre outras.

Para saber mais, leia o boletim na íntegra aqui:
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Boletim nº 25/2021 A Mortalidade Infantil no primeiro quadrimestre de 2021: Aumento da taxa deveria acender uma luz amarela na Saúde de Campinas

A mortalidade infantil, conforme vários estudos demonstram, é um indicador sensível às condições de vida de uma dada população. Expressa o acesso dela a itens básicos para sua sobrevivência saudável, tais como alimentos em quantidade e qualidade, água potável, condições de saneamento básico e acesso facilitado a serviços de saúde, entre outros.

A queda espetacular que este indicador sofreu desde os anos 90 no Brasil é atribuível à redução da fome no país, a maior acesso a água potável e saneamento básico e, segundo vários estudos apontam, à grande expansão da Atenção Primária, através da Estratégia de Saúde da Família, particularmente nos estados mais pobres da federação, responsável por mais acesso a serviços de saúde para a população brasileira.

Campinas também assistiu à queda da mortalidade infantil, como pode se verificar neste Boletim n. 25 da Secretaria Executiva do Conselho Municipal de Saúde. Entretanto, chama-nos atenção o grande aumento desta taxa no primeiro quadrimestre de 2021. Depois de 8 anos da mesma se manter abaixo de 10, volta a subir para os dois dígitos.

Mesmo considerando os dados insuficientes para se tirar conclusões definitivas, é de se supor que os fenômenos da pobreza e vulnerabilidade social crescentes que nossa cidade vive estejam como pano de fundo para a elevação desses óbitos, sejam os da mortalidade infantil, sejam os do Coronavírus.

Confira estas informações e análises no nosso novo Boletim:
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Boletim nº 24/2021 Faltam medicamentos, sobram problemas: tratamentos interrompidos ampliam as dificuldades dos pacientes com doenças crônicas.
São medicamentos com preços altos para a maioria das famílias pobres, que dependem exclusivamente do SUS para seus cuidados em saúde. Muitos, ao não os encontrar nas farmácias públicas, deixam de comprá-los, optando primeiro pelos alimentos também cada vez mais caros.
Segundo as informações prestadas ao Conselho pela própria Secretaria de Saúde são 47 medicamentos com estoque zerado no Almoxarifado (veja a lista a seguir) em 31/05/2021, correspondente a 16,85% de todo o estoque, uma piora em relação ao mês anterior (Em 27/04/21 estava zerado um total 37 itens – 13,26%).
Essa é hoje uma das queixas mais frequentes de usuários (as), o que se confirma, infelizmente, com os dados que podem ser conferidos no Boletim.
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Boletim nº 23/2021 Considerações sobe o Relatório Anual de Gestão (RAG) de 2020
Na reunião do pleno do Conselho de 28/04/2021 teve como pauta para discussão dos(as) conselheiros(as) municipais o Relatório Anual de Gestão (RAG) de 2020. O RAG consiste em um documento de prestação de contas ao controle social (tanto ao Conselho Municipal de Saúde quanto à Câmara de Vereadores), dos resultados alcançados pela Secretaria de Saúde em relação às metas indicadas no Plano Anual de Saúde. Este boletim é uma contribuição da Secretaria Executiva deste Conselho para as análises que serão feitas.
O RAG apresenta os resultados alcançados no ano, comparando o atingido por um dado indicador com a meta proposta no Plano Anual de Saúde (compila, portanto, os resultados medidos quadrimestralmente).
Como a gestão já afirma na introdução do RAG, a Pandemia de Coronavírus obrigou a Secretaria fazer mudanças importantes no seu modelo de atenção, o que impacta o alcance de metas dos principais indicadores. A análise aqui realizada leva em conta essa nova conjuntura e as dificuldades que ela impôs e continua impondo.
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Boletim nº 22/2021 Boletim No. 22 – 11 de Março de 2021 - Lockdown Já (de verdade) para salvar Vidas e a Economia!!!
Se o quadro em Campinas é dramático, não é diferente do Estado de São Paulo ou do Brasil.
Chegamos, nesse momento, ao pior momento da pandemia no país, com pessoas morrendo por falta de oxigênio e por falta de leitos hospitalares, outros passando fome por falta de políticas governamentais de proteção socioeconômicas, pequenas e médias empresas quebrando com apoio insuficiente dos governos, seja o federal, o estadual ou o municipal.
Não se salvou vidas e não se salvou a economia.
Em Campinas a Secretaria de Saúde não envidou esforços para ampliar leitos de UTI, conforme relatado ainda ontem no pleno do Conselho. E continuam fazendo isso segundo relatos na mesma reunião. É elogiável o esforço do governo municipal.
Porém sabemos que isso é insuficiente. A velocidade das internações e das mortes é superior à da ampliação dos leitos. É uma corrida com um único vencedor: a morte.
Os governantes precisam admitir que já é passada a hora, se de fato pretendem salvar vidas e a economia, de fazer o LOCKDOWN JÁ combinado com medidas de proteção socioeconômica, para que não se sacrifique ainda mais quem já está por demais penalizado.
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Boletim nº 21/2021 Boletim n. 21 da Secretaria Executiva do Conselho Municipal de Saúde - 08/03/2021
Sobre a Pandemia no Brasil, Estado de São Paulo e Campinas - uma avaliação.
Completou-se, em 26 de fevereiro, um ano desde que o primeiro caso de Covid-19 foi diagnosticado no Brasil (no Estado de S. Paulo). Em 13 de março fará um ano desde que se diagnosticou o primeiro caso em Campinas.
Diferente do que se esperava, a Pandemia, em todo o país, toma ares de gravidade tão ou mais importante que nos seus piores momentos. Os recordes de casos e mortes diárias são constantemente quebrados e no dia 3 de março alcançou a terrível cifra de 1910 casos em 24 horas, o pior número até então. E não há sinais que no curto prazo tende a se arrefecer, o que nos obriga a continuar todas as medidas de prevenção enquanto se aguarda uma vacinação consistente, o que não se mostra factível num horizonte próximo. Em todo o país, a maioria dos estados e cidades encontra-se com seus leitos UTI colapsados ou à beira do colapso com cenas dantescas de mortes por falta de oxigênio ou por pessoas aguardando um leito de UTI que nunca aparece.
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Boletim nº 20/2021 Sobre a Pandemia em Campinas: como usuárixs e trabalhadorxs da Secretaria Executiva deste Conselho analisam o momento atual.

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Boletim nº 19/2021 A crise humanitária, as vacinas e a campanha de vacinação em Campinas Secretaria Executiva Arquivo
Boletim nº 18/2021 Precisamos vacinar!! E quanto mais, melhor!!!! Pela descentralização e desburocratização da vacinação em Campinas
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Boletim nº 9/2020 Sobre o momento atual da Pandemia e a saúde dos (as) trabalhadores (as) afastados (as) por suspeita de infecção pelo Coronavírus na Atenção Primária, Ambulatórios e Serviços de Referência de Campinas
09 de novembro a 27 de dezembro de 2020
Afastamentos de Trabalhadores Arquivo
Boletim nº 17/2020 Notas preocupantes sobre a Pandemia de Coronavírus. Secretaria Executiva Arquivo
Boletim nº 16/2020 Algumas considerações sobre a prestação de contas do segundo quadrimestre de 2020 da Secretaria Municipal de Saúde e Rede Mário Gatti. Secretaria Executiva Arquivo
Boletim nº 15/2020 A Reorganização da Rede Básica nesse momento da pandemia. Secretaria Executiva Arquivo
Boletim nº 14/2020 Algumas considerações sobre a prestação de contas do primeiro quadrimestre de 2020
da Secretaria Municipal de Saúde e Rede Mário Gatti
Secretaria Executiva Arquivo
Boletim nº 13/2020 Homicídios no Brasil e em Campinas - O que nos mostra o Atlas da Violência no Brasil e alguns outros dados de outras fontes Secretaria Executiva Arquivo
Boletim nº 12/2020 Análise do Relatório Anual de gestão de 2019 (Para Conselheiros Municipais de Saúde) Secretaria Executiva Arquivo
Boletim nº 11/2020 Edição Especial Errata Secretaria Executiva Arquivo
Boletim nº 11/2020 Números, números e mais números... Eles justificam a flexibilização do Isolamento Social em Campinas? Secretaria Executiva Arquivo
Boletim nº 10/2020 A Pandemia no Brasil, São Paulo e Campinas: uma crônica de falhas e incompetências Secretaria Executiva Arquivo
Boletim nº 8/2020 Profissionais de Saúde afastados por suspeita de infecção pelo Coronavírus
Rede Geral de Serviços (CS, Centros de Referência, CAPS e Policlínicas) de Campinas - 13 de março a 06 de julho de 2020
Afastamentos de Trabalhadores Arquivo
Boletim nº 9/2020 Colocando luzes na Pandemia Coronavírus em Campinas - Uma análise do último boletim da Secretaria de Saúde e do Inquérito Epidemiológico: perguntas não respondidas Secretaria Executiva Arquivo
Boletim nº 8/2020 Para entender o Relatório Anual de Gestão (RAG), o Relatório Detalhado do Quadrimestre Anterior (RDQA) e a Prestação de Contas

(Para Conselheiros Municipais de Saúde)
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Boletim nº 7/2020 Profissionais de Saúde afastados por suspeita de infecção pelo Coronavírus
Rede Geral de Serviços (CS, Centros de Referência, CAPS e Policlínicas) de Campinas - 13 de março a 16 de junho de 2020
Afastamentos de Trabalhadores Arquivo
Boletim nº 7/2020 Prestação de Contas - Uma análise (Para Conselheiros Municipais de Saúde) Secretaria Executiva Arquivo
Boletim nº 6/2020 Falta de Medicamentos: Um problema que nunca acaba no SUS Campinas Secretaria Executiva Arquivo
Boletim nº 6/2020 Profissionais de Saúde afastados por suspeita de infecção pelo Coronavírus
Rede Geral de Serviços (CS, Centros de Referência, CAPS e Policlínicas) de Campinas - 13 de março a 03 de junho de 2020
Afastamentos de Trabalhadores Arquivo
Boletim nº 5/2020 Profissionais de Saúde afastados por suspeita de infecção pelo Coronavírus
Rede Geral de Serviços (CS, Centros de Referência, CAPS e Policlínicas) de Campinas - 13 de março a 17 de maio de 2020
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Boletim nº 5/2020 Um olhar para a região de Campinas Secretaria Executiva Arquivo
Boletim nº 4/2020 Profissionais de Saúde afastados por suspeita de infecção pelo Coronavírus - 13 de março a 30 de abril de 2020
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Boletim nº 4/2020 Uma breve análise da Evolução da Pandemia Coronavírus em Campinas Secretaria Executiva Arquivo
Boletim nº 3/2020 Profissionais de Saúde afastados por suspeita de infecção pelo Coronavírus - 13 de março a 21 de abril de 2020
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Boletim nº 3/2020 Informe sobre atuação do CMS - Um mês de atuação em meio a Pandemia Secretaria Executiva Arquivo
Boletim nº 2/2020 Profissionais de Saúde afastados por suspeita de infecção pelo Coronavírus - 13 de março a 10 de abril de 2020
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Boletim nº 2/2020 Número de casos e mortalidade pelo Coronavírus em alguns países: Brasil, São Paulo e Campinas Secretaria Executiva Arquivo
Boletim nº 1/2020 Profissionais de Saúde afastados por suspeita de infecção pelo Coronavírus - 13 de março a 2 de abril de 2020
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Boletim nº 1/2020 Pandemia - Coronavírus Secretaria Executiva Arquivo